Orientações sobre a reportagem 2017-1

 


 

 

Para a produção da primeira reportagem de Técnica de Reportagem II, devem ser levados em consideração os seguintes aspectos:

1. O texto final deverá ter, no mínimo, 13.600 caracteres (com espaços em branco) - podem ser tomadas como referências as seguintes informações: folha A4, corpo 12, entrelinha 1,5, Times New Roman, todas as 4 margens com 3 cm, texto justificado.

2. A reportagem deve demonstrar o estilo narrativo (cena a cena) discutido na sala de aula, além, é claro, das descrições que se fizerem necessárias (de personagens, paisagens, situações...).
Não esqueçam de nossas discussões sobre o "Presente Histórico" do texto, ou seja, aquilo que, na narrativa, representa o "tempo presente" do acontecimento e como vão sendo intercaladas voltas ao tempo, com "flashbacks" ou "analepses" ou mesmo com contextualizações (paradas na narrativa para explicar algo ao leitor).
Portanto, deixem de lado o lead e a pirâmide invertida. Usem as técnicas da literatura a favor de um texto prazeroso de ler!

3. Não esqueçam do FOCO NARRATIVO em seus textos, inclusive com a possibilidade de uso da 1ª pessoa. Tenham cuidado apenas para que suas presenças no texto, em 1ª pessoa, realmente contribuam para informar o leitor.

4. Será observado no texto o cumprimento das regras gramaticais, sendo consideradas a pontuação, as concordâncias verbal e nominal, a acentuação (inclusive, o devido uso da crase). Não usar, portanto, as contrações típicas da linguagem informal ("pra", "pro"...), a não ser quando estas forem o registro exato da fala dos entrevistados devidamente marcados no texto, com aspas, travessão.

5. Todos os entrevistados precisam ser identificados no texto, obrigatoriamente, com NOME e SOBRENOME, além de outras informações que melhor o apresentem ao leitor, como idade, profissão... (esses dados dependerão do contexto em que o entrevistado aparece na reportagem). Caso o entrevistado peça para não ser identificado, compete ao veículo e/ou ao editor/repórter avaliar se vale a pena continuar com a entrevista e publicar as informações. Isso acontece nos casos de declarações em off. Mas quando o entrevistado não for identificado (parcialmente ou totalmente), o leitor tem o direito de saber quais as razões da não publicação do nome e sobrenome da fonte.

6. No que que diz respeito à apuração, será observado se as fontes necessárias para responder às questões da pauta foram ouvidas. Caso sejam procuradas mesmo, e não atendam a seus pedidos, esta informação deve constar do texto. Neste caso, quero os contatos (telefone, e-mail...) destas fontes.

7 Quando alguma informação oriunda de outro veículo de comunicação for citada (números, estatísticas, entrevistas...), que as fontes sejam indicadas na reportagem. Não podemos citar, por exemplo, uma entrevista de alguém ao Globo, à Veja ou a algum site e dar a entender ao leitor que a informação foi levantada por nós. Isso é uso indevido de informações!

8. Além das apurações realizadas diretamente por vocês, em contato com as fontes (pessoalmente, por telefone ou por e-mail, redes sociais...), o texto deve demonstrar que teve um trabalho de pesquisa paralelo, que, muitas vezes, é usado para contextualizar a temática central da reportagem ou mesmo temas correlatos. Lembrem-se dos nossos exemplos de sala de aula.

9. É obrigatório produzir FOTOS (de entrevistados e/ou cenários, objetos...) e VÍDEOS (de entrevistas), que serão usados na versão impressa e no online.
Orientações sobre os tipos de vídeo a serem produzidos podem ser encontradas aqui mesmo no site (clique AQUI), mas lembrem-se que devem ser vídeos curtos, com falas de até, no máximo, 2 minutos. Estes podem ser editados na sala de aula para redução de tamanho e colocação da vinheta da revista Zoom e do nome do entrevistado. Podem ser produzidos também vídeos sem entrevistas, desde que complementem as informações do texto (exemplo: o ensaio de uma banda, uma fonte em um evento etc.)

Se nas reportagens couberem outros tipos de complementos informativos (mapas, tabelas, gráficos, infográficos, playlists...), em alguns casos eu posso ajudar. Basta me enviar o que é preciso criar e dizer como a informação será apresentada.

10. Criem título, subtítulo e texto de abertura para suas reportagens.

Exemplo
Título principal: Que mulherão da porra!
Subtítulo:
 Mulheres plus size têm tido mais voz em espaços que, antes, jamais seriam ocupados por elas
Abertura: Os meios de comunicação, que sempre ditaram o tipo ideal de corpo como magro e esguio, vêm, com a concorrência da internet, perdendo força, mas cada vez mais têm se transformado em palcos de inclusão

Obs: Evitar que os três textos acima repitam informações; eles, na verdade, têm que se complementar.

11. Coloquem seus nomes nos textos de acordo com o que foi produzido. Se a reportagem tem uma matéria principal e uma retranca (ou coordenada, box), quem do grupo assina o quê?