Clarice Cudischevitch

A Elisa por trás da Elisa

Estrelando “Clandestinos – o sonho começou”, que mostra a luta de jovens atores em uma mistura de ficção e realidade, Elisa Pinheiro revela a sua própria batalha no mundo real

Diferentemente da produtora que leva seu nome verdadeiro na nova série da TV Globo, Elisa nada tem de estressada. A atriz, no entanto, passou e ainda passa pelas mesmas dificuldades que os personagens do programa, que buscam um papel em uma nova peça. Consagrando-se, aos poucos, no teatro, onde atua na montagem que deu origem à série, no cinema, em que participa de filme com estreia em 2011, e na televisão, onde também já fez diversos papéis e participou de campanhas publicitárias, Elisa Pinheiro vem se revelando uma atriz que promete ser bem mais do que uma figurinha repetida no meio artístico.

Carolina Drago

Entre relógios e canções

A história de uma mulher simples que, entre coisas simples, sabe onde e como reconhecer a felicidade

Jaqueline CardosoJaqueline Cardoso, 54 anos, sente falta das novelas de época e das lembranças que guarda em uma caixa cheia de fotos. Coleciona relógios e rádios, costura, pinta quadros e paredes e faz, ela mesma, seu piso e seus armários. Vive há quase trinta anos no mesmo bairro, na mesma casa. Mas prefere a Copacabana dos tempos da ditadura, quando podia andar na rua sem medo de ser assaltada. Desde muito nova, trabalha em casa de família, dedicando-se aos serviços domésticos. Para ela, é um absurdo que as crianças de hoje não possam trabalhar. Religiosa - católica -, vai à missa toda semana. Mas sua dedicação maior é o filho Rodrigo, de 31 anos, que até hoje depende dos seus cuidados.

Marina Lins

Nos bastidores da estética

Entre cremes e espinhas, a cearense Céia Gomes exerce sua autoridade de esteticista há mais de 20 anos e soma clientes que viraram verdadeiras amigas

Dos 64 anos, ela trabalhou 35 como auxiliar de enfermagem. Cansada do baixo salário e do elevado sofrimento inerente à profissão, Céia se aposentou e encontrou, com a ajuda de uma médica amiga, os dividendos da estética.

Felipe Sodré Moreira

Um coração que bate 75 anos pelo América

Valfrido Gomes Neto, o Netinho, 75 anos de idade e pelo menos 60 de paixão pelo América

O encontro ocorreu em uma Tijuca que praticamente só restou em fotografias. Uma pracinha sossegada, cercada por prédios baixos, antigos. Um dos poucos ruídos vem do radinho de pilha de um senhor calvo que está na praça, sentado em um banco à sombra. Traja bermuda e o uniforme rubro do América um tanto apertado sobre a barriga. Este é Valfrido Gomes Neto, o Netinho, 75 anos de idade e pelo menos 60 de arquibancada.